Só que desta vez por mais nojeiras que imaginasse sobre meu corpo caído lá embaixo, não sei por que, a vontade de saltar continua. Mas eu resisto. Não que alguém fosse sentir muita falta minha ou se achar, sei lá, sacaneando com a minha morte. (...) Ninguém. Eu comecei a enumerar nos dedos quem poderia sentir a minha falta: sobraram dedos. Todos estes que estou olhando agora.
Caio Fernando Abreu
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por f.
| 23:53
E é isso que você precisa. Cair de febre, se contagiar pela febre de alguém, até que você se queime e sinta algo real e definitivo que te mova. Você sabe, ela sabe e todo mundo sabe que você sabe qual caminho seguir. E já está mais do que na hora de partir. Você está precisando disso. E você sabe que a hora de partir chega, querendo ou não. O que você escolhe?
Dani [zinevanilli.ideesign.com.br/textos/ler/225]
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por f.
| 12:01
Pisei num despacho (Geraldo Pereira)
Desde o dia em que passei
Numa esquina
Pisei num despacho
Entro no samba meu corpo tá duro
Bem que procuro a cadência e não acho
Meu samba meus versos, não fazem sucesso
Há sempre um porém
Vou à gafieira , fico a noite inteira
No fim não dou sorte com ninguém
É mas eu vou num canto
Vou num pai de santo
Pedir qualquer dia
Que me dê uns passes
Um banho de erva e uma guia
Está aqui o endereço
O senhor que eu conheço
Me deu há tres dias
O mais velho é batata
Diz tudo na exata
É uma casa em Caxias.
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por f.
| 09:51